UM PROCESSO LENTO

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Fazer parte de equipes é algo que o humano aprecia, ser aceito nos grupos sociais, uma estratégia bem-sucedida para elevar a autoestima e o fato comprovador está na quantidade ínfima de ermitões. O pensamento contemporâneo, baseado na psicologia social, defende a tendência de as pessoas responderem mais favoravelmente se forem membros de grupos que compartilham interesses análogos. A ampliação do número de conexão nas redes sociais fica facilitada quando os amigos em comum são encontrados no ato da solicitação da amizade. Não existe problema nisto, desde que ninguém hostilize ou subestime os outros.

whatsapp-image-2016-09-15-at-17-58-00Qual é a realidade?

Pessoas distintas em capacidades, crenças, ‘raças’, ideologias políticas ou tantas outras preferências, quando apresentam atitudes negativas a respeito destas dessemelhanças, chegam a provocar um epicentro de instabilidade. Em momentos raros, mas factíveis, causam catástrofes, tais como os massacres na segunda guerra mundial, ataques terroristas ou movimentos xenófobos em relação às migrações em massa.

As chances de unir qualidades, competências e habilidades emanadas de todas as direções, contra as eventuais fraquezas de conduta ou caráter associados aos distintos grupos sociais, consiste em abrir ‘janelas’ com o objetivo de reconhecer novas habilidades mentais para cultivar e maximizar a ordem e proteção de todos.

É possível que o desejo de integração mundial exista desde que o homem criou o primeiro modelo de civilização. Esse processo passa, inclusive, por pontos evolutivos — novas ‘sementes’ são lançadas lenta e gradualmente em cada nova prática construtora de relações positivas. No desenrolar da trama histórica, enquanto a diversificação da comunicação, movimento e entrelaçamento das culturas fluem cada vez mais rápido e fácil, para algumas pessoas parece que a ‘raça’ é uma discrepância indesejável e o diálogo deixa de se concretizar na sua plenitude.

Quantas raças humanas existem?

Em que pesem os pensamentos discordantes, seres humanos são apenas uma espécie com grupos étnicos dispares, portanto, não existem raças diferentes. Talvez a ciência, mesmo num futuro longínquo, leve alguns indivíduos para habitar outros corpos celestes, por exemplo, o planeta Marte; naquele local, após diversas dezenas ou centenas de milhares de anos, devido as forças gravitacionais, cósmicas, alimentares, alterações genéticas ou outras até agora desconhecidas, pode surgir uma nova raça ‘derivada’ do Homo Sapiens.

Baseado nos dilemas atuais, imagine quantas discussões a respeito dos ‘marcianos’ terráqueos vindouros estarão dispostos a liderar. Do restante, as ‘diferenças’ atuais originam-se muito mais nos pontos subjetivos do que relacionados à cor da pele, olhos, cabelos, lábios, estatura ou tônus muscular.

As chances de estabelecer confiança nos mais diversos grupos está distante da condição humana atual. É necessário relacionar a importância de cada ser com o cultivo da tolerância mútua, além de enfrentar os desafios gigantescos para chegar numa consciência universal e singular. Considerando, inclusive, os interesses dos países e blocos continentais.

A melhoria na capacidade de comunicar com coerência e consistência as experiências para o crescimento coletivo se consolidará em pequenos passos, a começar na valorização dos vínculos afetivos e emocionais com as criaturas que habitam na nossa residência e, na sequência, com as da redondeza próxima.

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