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UM RITMO NAS EMOÇÕES

Desde a Grécia antiga, Aristóteles estudava as emoções humanas, procurava entender os estados mentais e a diferenciação nos julgamentos e comportamentos. Naquela época, a psicologia não existia, mas muitos passos foram dados no campo filosófico para chegar ao entendimento atual.

Segundo Aaron Beck, psiquiatra americano, professor da Universidade da Pensilvânia e criador da TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental), intervir nos comportamentos desajustados proporcionam melhores condições adaptativas, modificam más-adaptações cognitivas e geram aprendizagem através das motivações inconscientes.

Seguindo este caminho, pode-se dizer que o sistema de emoções está ligado aos processos cognitivos e independe do pensamento ou regras internas quando uma interação externa se apresenta. Exemplo: as músicas fazem parte da vida humana desde o início dos tempos e são capazes de evocar emoções, sentimentos e outras diversas experiências realizadas ou sonhadas.

Indivíduos com comportamentos de baixa tolerância ou agressividade se beneficiam dos tons musicados, outros que apresentam atraso mental, esquizofrenia ou autismo, demandam maiores cuidados porque apresentam alta sensibilidade dos sentidos; aí está presente o risco de a repercussão auditiva provocar possíveis perturbações cognitivas. Em quaisquer hipóteses, a música dificilmente ficará totalmente descartada.

Na musicoterapia, as pessoas acometidas de doenças neurológicas graves (Alzheimer, demências…) podem se beneficiar ao serem impactadas com melodias escolhidas ou criadas com este fim específico; independente de conhecer a língua falada nas letras, o conjunto harmonioso das notas musicais ao chegar no ouvido humano demonstra a capacidade de combater o estresse e a ansiedade.

Uma cantoria em linguagem desconhecida da grande maioria, tal como as criadas pelos aborígenes australianos, provoca reação física e ocorrência de intersubjetividade de forma ‘não-verbal’, ou seja, não há como compreender o sentido ou conteúdo dos signos utilizados (codificação específica da língua) ainda assim, as consciências individuais e as emoções presentes naqueles que cantam se reproduzem nos ouvintes.

ritmo4As reações apresentadas diante ao estímulo musical ‘transportam’ o pensamento e as emoções até novos e sofisticados patamares de compreensão do significado da vida. Uma reciprocidade real e, ao mesmo tempo, impossível de compreender.

No campo educacional, as estratégias com músicas em seus processos, de modo geral, despertam a criatividade, sobretudo, dos mais jovens e o sucesso parece estar ligado ao interesse de nossa espécie no compasso harmonioso dos sons e talvez essa afirmativa sirva também para outras espécies animais.

As primeiras análises empíricas obtidas na antiguidade encontram bases sólidas nas neurociências em todas as análises das experiências corporais, ontológicas e epistemológicas. Como explorar a comunicação através da música?

Sons cadenciados provocam alterações em todo o organismo, desde as moléculas de água até a parte mais fina da cognição humana (regional pré-frontal do cérebro), trata-se de uma ferramenta somatossensorial poderosa para reunir, compartilhar e provocar sentimentos conscientes ou não.

Existem sujeitos que ‘iluminam’ os outros com o simples som do seu sorriso ou a verbalização cordial de um ‘bom dia’. Desconhecem as técnicas musicais, no entanto, ao emitir algumas palavras, produzem empatia coletiva. Uma substância tecida mais no campo musical e no fluxo polifônico de suas habilidades individuais do que propriamente na produção de fonemas.

A sinestesia segue o ritmo das interações humanas e a dinâmica associativa da memória traz as lembranças mais remotas gravadas no sistema nervoso, ao vibrar de uma única nota musical conecta-se aos vestígios escondidos.

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Sobre marcelopelucio (306 artigos)
Possui habilidades comprovadas para encontrar talentos, montar, treinar e organizar equipes. Melhora o clima organizacional das empresas, escolas e organismos nos quais atua. Encontra o sucesso em diversas áreas da atividade humana e detém várias premiações. Sua vida acadêmica conta com quase três décadas de estudos, possui cinco títulos acadêmicos (graduações, especialização e aperfeiçoamento), centenas de cursos dentro e fora do Brasil. http://www.marcelopelucio.com.br

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