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UMA REGRA ACEITA

Sentir-se ‘anormal’ em certos momentos da vida e, independente do contexto, agir intencionalmente contra as normas estabelecidas está universalizado entre os humanos. De modo geral, julgamentos de irregularidade estão a gerir as transgressões normativas àquelas ações realizadas fora do esperado; mesmo que não seja um conteúdo ofensivo às leis vigentes, penalidades sociais seguem aplicadas entre as pessoas e procuram coibir atitudes indesejáveis.

uma-regraEm outras palavras, será irrelevante se a ação é proibida ou não, caso esteja incorporada na compreensão dos ritos sociais. Suponha que uma pessoa do Ocidente chegue num país de origem árabe e estenda o braço para um cumprimento, mesmo um toque rápido e respeitoso nas mãos de uma mulher em público: poderá ser uma ofensa grave aos costumes e, em alguns lugares, ela pode ser propriedade de outra pessoa. Perceba que a proibição não implicada na intencionalidade e o entendimento será feito conforme a cultura local. As pessoas que aceitam esta norma, julgarão como algo errado — o simples toque pode ser uma transgressão legal e a intenção estará fora de questão.

Existem diferentes tipos de julgamentos morais, fomentados ao longo dos tempos e a maioria procura criar uma ordem estável, duradoura e parece fornecer conforto ao criar a sensação de certeza sobre o que as pessoas devem ou não fazer. Chamados de tabus, na prática existem para ‘garantir’ que as normas e tradições sejam cumpridas. Estes conceitos culturais servem como resposta da sociedade ao anseio de ordem — a ruptura deles, principalmente diante dos olhos alheios, cria uma atmosfera de possíveis objeções. Negligenciar estas considerações podem criar riscos de convivência.

Há em cada um deles um apelo pela moralidade, vida familiar ou comunitária, sociabilidade e esperada solidariedade. Isto é mostrado nas histórias, rituais e comportamentos. A discussão sobre sexo e sexualidade é um grande tabu, ‘coisa vergonhosa’ em muitas culturas e, por isto, simplesmente não é discutido.

Ele se relaciona com a necessidade de preservação natural da espécie, no entanto, confrontar a regras criam um estigma. Uma hipotética estratégia antiga e aceita, para que a procriação não se misture com a simplista busca de gratificação carnal e o assunto se dissemine de forma trivial. Óbvio que a falta de informação gera outros problemas não computados pelos rigores destas proibições.

A linguagem, também ‘sofre’ com os tabus. No cérebro existem interações complexas dos centros de fala, emoção e motivação; variedades de circuitos disponíveis para a interpretação da comunicação e o contexto gerado ao julgar internamente o que apropriado.

Embora as neurociências não possam oferecer todas as respostas sobre o que está por trás dos julgamentos, certos tipos de palavras assumem características únicas na linguagem, chamadas ‘palavrões’ ou palavras de baixo calão. Ouvi-las ou verbalizar chegará a deixar os sujeitos atônitos com as interpretações ambíguas e vastas. Por exemplo, ao ler a palavra cadeira, em qualquer língua, existe uma imagem mental e a utilidade associada nas memórias do cérebro; o leitor deste artigo mesmo inconscientemente evocou o reconhecimento deste objeto. De forma análoga as palavras consideradas inapropriadas, apesar de serem apenas palavras, disparam pensamentos, imagens ou sensações ligadas as experiências ou dogmas das ‘programações’ a seu respeito.

Ao realizar um exame crítico, o potencial de impacto na saúde geral e na vida dos sujeitos mostrará que uma mente sã, em tese, tem como virtude saber diferenciar entre ‘certo’ e o ‘justo’, se apoiar na capacidade de sustentação das práticas vivenciais sem enfatizar exacerbadamente os códigos de condutas desprovidos de proibições legais.

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Sobre marcelopelucio (306 artigos)
Possui habilidades comprovadas para encontrar talentos, montar, treinar e organizar equipes. Melhora o clima organizacional das empresas, escolas e organismos nos quais atua. Encontra o sucesso em diversas áreas da atividade humana e detém várias premiações. Sua vida acadêmica conta com quase três décadas de estudos, possui cinco títulos acadêmicos (graduações, especialização e aperfeiçoamento), centenas de cursos dentro e fora do Brasil. http://www.marcelopelucio.com.br

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